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Burnout: saiba tudo sobre transtorno mais comum no mundo corporativo!

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Recém-classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como doença, a síndrome de Burnout já atinge 30% da parcela total de trabalhadores brasileiros; na pandemia, 78% dos trabalhadores da saúde foram identificados com o problema.

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Profissionais da saúde são os mais afetados pelo Burnout na pandemia.
  • O que é a síndrome de Burnout?
  • Principais causas do Burnout
  • Tipos de Burnout
  • Sintomas da síndrome de Burnout
  • Como tratar a síndrome de Burnout?
  • Como prevenir a síndrome de Burnout?

Com o mundo cobrando que assumamos cada vez mais responsabilidades, trabalhemos mais horas e lidemos com níveis mais elevados de estresse, uma hora ou outra nossa mente e corpo pagam o preço, com o esgotamento sendo a consequência mais frequente nos últimos anos.

Mais do que o estresse de nosso trabalho diário, a síndrome de Burnout tem sérias consequências em nossa saúde física e mental. Quando nos sentimos esgotados, ficamos exaustos e perdemos toda a alegria que outrora tínhamos em nosso trabalho e vida pessoal.

Hoje, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de pessoas com síndrome de Burnout e, em decorrência dos transtornos gerados pela Covid-19, esse número tende a aumentar, com profissionais da saúde como os mais afetados – cerca de 78% já apresentam sinais de esgotamento.

O que é a síndrome de Burnout?

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A síndrome de Burnout entrou para a Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019.

A síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico que surge como uma resposta ao estresse prolongado no ambiente de trabalho, provocando uma exaustão extrema, perda total de motivação e energia, desestímulo em relação ao trabalho e redução de produtividade.

Mais do que apenas um aumento do estresse ou mesmo o desenvolvimento de estresse crônico, Burnout é o esgotamento físico e mental de profissionais, e está presente desde 2019 na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O que antes eram casos restritos a profissionais de saúde, policiais, bombeiros e pessoas que lidam com ataques aos direitos humanos, hoje caracteriza um problema generalizado em diversos campos de atuação.

Principais causas do Burnout

Sobrecarga no trabalho e pouco descanso estão associados à síndrome de Burnout.

Para aprender a tratar o problema, precisamos primeiro compreender suas causas.

O fator principal do esgotamento está associado à sobrecarga de trabalho combinada a um tempo ínfimo para repor as energias, mas também pode estar relacionado à outras questões, como as condições de trabalho – se o ambiente de trabalho for insalubre, por exemplo, as chances de desenvolver a síndrome aumentam – ou as obrigações desempenhadas – pessoas que trabalham com saúde e cuidados no geral são mais propensos a ter Burnout.

Além disso, trabalhos que promovem grande competitividade entre seus funcionários também podem ser responsáveis pelo distúrbio.

  • Demandas pesadas

Infelizmente, para muitas pessoas, a falta de tempo é a principal fonte de esgotamento. A pressão excessiva de tempo é um problema complexo. Quando você perde um prazo irreal, isso cria um efeito de bola de neve de estresse que vai se acumulando e causando problemas a longo prazo.

  • Responsabilidades pouco claras

Quando seus dias de trabalho são similares a estar perseguindo um alvo em constante movimento, é fácil ficar exausto e chateado. Infelizmente, não saber o que fazer e quais expectativas criar é um dos fatores mais frequentes de esgotamento.

  • Cargas de trabalho incontroláveis

Mesmo os melhores funcionários sofrem quando muito trabalho é jogado em sua direção. Quer seja seu chefe ou seu próprio orgulho assumindo responsabilidades para você, uma lista de tarefas lotada deixará até os funcionários mais otimistas sem esperança.

  • Princípios fracos de gerenciamento de tempo

Quando você não consegue gerenciar seu próprio dia, você se torna mais vulnerável ao excesso de trabalho, estresse e esgotamento, o que o deixará desmotivado e cansado durante o trabalho e frustrado ao fim do expediente quando sua lista de afazeres não estiver completa.

  • Falta de limites em torno do trabalho

Nossa cultura sempre ativa torna difícil separar seu trabalho de todo o resto. Entretanto, essa incapacidade de se desconectar faz com que os estressores diários se agravem e se transformem em esgotamento, ao passo que o desligamento psicológico do trabalho tem sido associado a menos fadiga, menores taxas de burnout e maior satisfação no trabalho e na vida.

Tipos de Burnout

Burnout pode ser causada por insegurança, relações difíceis no trabalho e sobrecarga.

A síndrome de Burnout pode ser categorizada em 3 tipos: esgotamento por subestimação, interpessoal e por sobrecarga.

  • Esgotamento por subestimação

É causado pela auto imposição de padrões extremamente elevados ou desenvolvimento de baixa autoestima profissional – quando o profissional acredita que as coisas que faz nunca estão à altura ou são o suficiente.

Nesse tipo, não é raro que a pessoa apresente indiferença como resposta ao sentimento de não se enxergar como bom na atividade que exerce.

  • Esgotamento interpessoal

Esse tipo de esgotamento é gerado quando já há um cansaço pré-existente no trabalho que é agravado por relacionamentos difíceis com outras pessoas, como um chefe autoritário ou colega de trabalho hostil, ao ponto de levá-lo à exaustão.

Além do Burnout, esse tipo de esgotamento pode levar também a uma situação de estresse pós-traumático.

  • Esgotamento por sobrecarga

Esse é o tipo mais conhecido de Burnout e tem como principal fator a má organização, demandas extremas e prazos irrealistas que fazem o profissional sentir que está sempre lutando contra o tempo e que seu trabalho está em constante perigo.

É comum que, em casos desse tipo de esgotamento, haja competitividade envolvida.

Sintomas da síndrome de Burnout

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Fadiga, apatia em relação ao trabalho e irritabilidade podem indicar Burnout.

Como qualquer problema de saúde, quanto mais cedo você reconhecer os sinais, maiores serão as chances de se recuperar e evitar problemas mais graves relacionados à síndrome de Burnout.

Alguns sintomas, entretanto, são similares aos de outros problemas. O que os diferencia é que não são ocorrências isoladas, mas manifestações que acontecem combinadas.

Se você desconfia que está sofrendo de Burnout, aqui estão os sinais e sintomas a serem observados. De toda maneira, isso não substitui um diagnóstico médico.

  • Fadiga física e exaustão emocional

Embora o cansaço físico e mental seja normal após alguns momentos de esforço, a fadiga constante e a exaustão emocional associadas à síndrome de Burnout é completamente diferente porque é persistente.

Esse tipo de exaustão pode passar a se manifestar fisicamente após algum momento, gerando maior vulnerabilidade a resfriados, náuseas e dores de cabeça.

Se você não tem certeza quanto à origem do cansaço excessivo, procure fazer exames para se certificar de que não se trata de uma carência vitamínica ou outro problema mais complexo.

  • Indiferença em relação ao trabalho

Ainda que não sejamos capazes de adorar nosso trabalho todos os dias, uma constante indiferença em relação a ele, combinada a outros sintomas, pode significar que você está sofrendo com uma síndrome de Burnout.

Se estiver constantemente preocupado sobre como escapar do trabalho e projetos, mesmo fora do ambiente de trabalho, ou houver um aumento considerável do pessimismo e do sentimento de isolamento e desconexão de outras pessoas e do ambiente, procure um especialista em saúde mental para ajudá-lo a identificar.

  • Falta de satisfação e sentimento de ineficácia no desempenho da função

Uma vez que seu esgotamento atinge um certo nível, com certeza afetará seu trabalho e como você percebe seu próprio valor. Você pode começar a sentir apatia, ineficácia e falta de perspectiva.

Embora um dos maiores motivadores do local de trabalho seja ver o progresso em um trabalho significativo, quando você está exausto, muitas vezes parece que não importa o que você faça, nada faz diferença. Isso pode causar frustração e raiva por sua falta de produtividade, mas também uma sensação de desesperança que é difícil de recuperar.

  • Perda de interesse por atividades rotineiras e dificuldade de relaxar

O esgotamento faz tudo perder a cor e o encantamento, inclusive atividades que antes eram fontes de prazer e lazer.

Em virtude disso, muitas pessoas que sofrem de Burnout tendem a ficar tão preocupadas com o trabalho, mesmo nos momentos em que não estão trabalhando, que relaxar para aproveitar o momento se torna algo muito difícil.

  • Picos de irritabilidade e agressividade

Excessivamente cansadas, pessoas com Burnout tendem a ter momentos de grande irritação e até ataques de agressividade, embora não sejam voluntários. 

Em seguida, eles sentem um forte peso moral, o que os deixa ainda mais exaustos e, por vezes, gera um isolamento voluntário.

Como tratar a síndrome de Burnout?

A síndrome de Burnout é tratada com terapias e/ou medicamentos.

A síndrome de Burnout requer tratamento acompanhado por um psicólogo ou psiquiatra e, dependendo do nível, deve ser tratado com terapias, medicamentos ou uma combinação de ambos os métodos.

Para que seja efetivo, o paciente precisa, primeiro, reconhecer o problema, buscar desfazer os danos causados, ter paciência e aceitar receber ajuda. Só assim o profissional de saúde mental que o acompanha poderá tratá-lo.

Ao mesmo tempo, serão necessárias mudanças na rotina para evitar os gatilhos que acentuam o esgotamento.

A maior parte dos tratamentos duram entre 3 e 6 meses, mas o tempo varia de acordo com os sinais de melhora apresentados pelo paciente.

Como prevenir a síndrome de Burnout?

Reduzir estresse, gerenciar melhor o tempo e descansar nas horas livres pode prevenir Burnout.
  • Reduza os fatores de estresse em sua vida

A síndrome de Burnout surge de uma resposta prolongada a altos níveis de estresse. Quanto mais estressores você lida diariamente, maior é o risco de desenvolver o problema.

Por isso, quando você sentir que está sendo puxado para essa sensação de sobrecarga, dê um passo para trás e tente identificar as causas básicas. Ao identificá-las, faça o possível para reduzir e livrar-se dos fatores causadores de estresse.

  • Evite prazos irrealistas

Embora isso não dependa diretamente de você – a menos que você seja seu próprio chefe -, se você se depara com prazos irreais, precisa ter uma conversa honesta com seu chefe. 

Explique sua carga de trabalho atual e como, para cumprir esses prazos, algo terá que ser delegado, atrasado ou cancelado. Se possível, fale sobre como a sobrecarga de trabalho atrapalha seu desempenho.

  • Gerencie melhor seu tempo

Quando você passa a maior parte do dia trocando e-mails ou entre ligações e reuniões, tem pouco tempo para se concentrar no trabalho que importa. Para evitar o esgotamento, você precisa retomar o controle e gerenciar melhor o seu tempo.

Para isso, pré-defina como você quer gastar seu tempo. Por exemplo, se seu trabalho principal é escrever, reserve 50% do seu tempo de trabalho para isso – supondo que seja 8 horas, reserve 4 delas -, 25% para atender ligações e responder e-mails e deixe 25% do seu tempo reservados para resolver imprevistos no trabalho ou realoque em alguma área onde esse tempo seja necessário. O importante é definir como seu tempo será utilizado.

  • Defina suas prioridades

Dizer sim a tudo e encher o calendário pode se transformar em um fator de risco que pode acarretar na síndrome de Burnout. Em pouco tempo, você estará abarrotado de tarefas enquanto tenta equilibrar o fato de estar sempre disponível para os outros, o que vai te esgotar após um tempo.

Em vez disso, você precisa ser mais deliberado com o que se compromete. Isso significa revisitar regularmente suas prioridades e garantir que elas não continuem apenas no papel.

Claro que isso não deve te impedir de fazer mais de uma coisa por dia, mas conseguir discernir o que é necessário agora e o que pode esperar ajuda você a sentir-se mais realizado com o trabalho.

  • Não deixe o trabalho invadir sua mente nas horas de lazer

Proteger-se do esgotamento não se trata apenas do que você faz durante o dia de trabalho (embora isso seja uma grande parte), mas se você consegue descansar quando está longe do seu emprego.

Com o nível de fadiga próximo à depressão que acompanha a síndrome de Burnout, precisamos dormir e descansar o máximo possível para nos recuperarmos.

Para isso, desligue-se do dia de trabalho se afastando dos materiais e substituindo seu tempo de tela por algo mais saudável, passe um tempo sozinho para se recuperar das demandas sociais do trabalho e de casa e pratique um hobby de que você goste. Dessa forma, você se sentirá mais relaxado.

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